2 de ago de 2012

Um sorriso na face não impede que o interior esteja absolutamente vazio!
Já passamos do meio de 2012: estamos vivendo no que podemos chamar de “futuro”!!! Diante de tantas expectativas registradas no decorrer da história humana, podemos ter a certeza de que isso aqui é… a mais completa decepção.
Não quero dizer isso em relação aos avanços tecnológicos (apesar de estar esperando até hoje pelos carros voadores de “Os Jetsons”), mas sim ao observar o quanto o potencial humano se degradou com o passar do tempo.
Um exemplo que grita aos ouvidos: imaginar um Bach ou um Beethoven, em sua época, compondo, nota por nota, cada trilha, de cada instrumento, para suas obras musicais — quase sempre histórias contadas com melodia, harmonia, ritmo… — e o lixo rítmico mântrico gutural, geralmente feito por computador, que ofende nossos “ouvidos do futuro” com suas histórias vulgares e vazias — Quem desassocia o significado de “tchu” e “tcha” das onomatopeias relativas à consumação do ato sexual? Só uma sociedade alienada é capaz de ver um homem velho cantando “ai se eu te pego” para uma criança e achar isso engraçado, quando, na verdade, é praticamente um estímulo público para que se pratiquem coisas como fornicação, adultério e pedofilia… isso sem mencionar toda a podridão que define a macumba mântrica pornográfica e violenta que, no Brasil, é erroneamente chamada de “funk”!
Outro bom exemplo? A mente humana.
Quando, nos primórdios, as pessoas sabiam pouco pela real falta de conhecimento científico, ainda assim aplicavam suas mentes e esforços em ideias e invenções que revolucionaram o mundo.
Hoje, com tantos recursos disponíveis, temos mentes relaxadas que se aplicam principalmente em absorver cultura inútil da forma mais conveniente possível.
Não quero dizer com isso que as primeiras invenções também não tinham por objetivo facilitar a satisfação dos anseios humanos, porém não tem como comparar, por exemplo, um ventilador ou um mero pregador de roupa com um novo site de relacionamento ou um novo modelo de telefone celular: as primeiras, por mais adições que sofram, continuarão sendo basicamente as mesmas e úteis enquanto o mundo existir, já a celebrada “tecnologia de ponta” das últimas acaba sendo volátil e com durabilidade inversamente proporcional ao valor que lhes é atribuído.
De modo prático podemos dizer que o facebook vai passar enquanto as pessoas continuarão precisando de pregadores de roupa e velas e, pior ainda, a ausência de composições e invenções verdadeiramente úteis e originais pode ser um sinal de que o prazo de validade desse mundo está prestes a expirar.
A ilustração que escolhi para a abertura desse texto resume com exatidão o mundo e a sociedade em que vivemos hoje: o sorriso pode até aparecer na face, mas o interior está absolutamente vazio.