13 de jun de 2012

O TEXTO ABAIXO FOI ESCRITO SOB PERSPECTIVA ESTRITAMENTE BÍBLICA,
PARA O PÚBLICO QUE TEM NA BÍBLIA SUA REGRA DE FÉ E VIDA.

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Tenho observado que existe um tipo de “conversinha” aparentemente cheia de boas intenções que, no final das contas, se revela repleta de pequenas malignidades e deturpações — uma verdadeira “mistura de estações” — servindo para impor e concretizar a apostasia profética final.
Os episódios que presencio são, geralmente, em língua portuguesa do Brasil, mas me parece que esse fenômeno está ocorrendo por todo o mundo: gente que até aparenta piedade (alguns se esforçando para isso, outros nem tanto…), revestida de falsa razão e se recusando até mesmo a considerar as argumentações contrárias, por mais fundamentadas na Palavra que possam ser!
Uma das frases mais “desafiadoras” que esses legítimos filhos do inferno utilizam para “confrontar” aqueles que discordam de suas práticas satânicas é mais ou menos essa:
“Você (que confrontou / expôs / discordou de qualquer uma das minhas práticas, por mais biblicamente abjeta que isto possa ser) já jejuou quantos dias neste ano? Quanto tempo por dia você fala ou passa com o Senhor?”…
Pode parecer uma simples questão de confronto, mas há uma legítima armadilha dos infernos contida nessa pergunta… e alguns correm risco por não saber discernir e nem se esquivar.
Desconfio que a maioria dos leitores já saiba que eu estou mais do que cansado de ter de me repetir a cada possesso intelectual que aparece, achando que por repetir o seu discurso incoerente e irracional (pela milionésima vez) vai me convencer a calar a boca e obedecer…
Os dias se sucedem e a ladainha de argumentos miseráveis se amontoa por todos os lugares, principalmente em forma de registros escritos e, portanto, documentais e passíveis de análise: seja por um famoso pastor, seja por uma dedicada dona de casa, a condição do ser humano que a proferiu não irá tornar uma heresia mais ou menos aceitável!!!
Igualmente, querer argumentar acerca de tais condições como parâmetro de certificação de excelência para seu cristianismo de nada adianta: uma mulher totalmente avessa à compreensão bíblica apareceu me ameaçando por alguma coisa como calúnia e difamação, dizendo que eu estava falando contra uma dona de casa e mãe de três filhos… aí eu tive de perguntar: você acha que as idólatras, as seguidoras de outros deuses (ou até mesmo as ateias e satanistas!!)… não têm filhos e nem são boas donas de casa?!
Mais recentemente apareceu um “sábio”, criticando todos os que se dispõem a clamar em defesa da fé – no caso dele, principalmente os que fazem isso pela internet – e dizendo que, ao invés disso, deveriam reunir pessoas em sua casa para dar, pelo menos, uma hora de apoio e discipulado semanal…
Esta ideia sempre me encantou, porém difícil é encontrar quem suporte ser discipulado na Verdade, enfrentando debates bíblicos e sem ter o ego massageado: a falecida igreja da qual um dia fiz parte tinha em torno de 500 membros e até hoje não apareceu um para tentar me convencer biblicamente de algum possível erro… quanto mais para estudar!!!
O povo só quer pulação, gritaria e macumba gospel: tornam a Bíblia em algo etéreo e místico, falando dela como uma entidade autossuficiente enquanto ignoram solenemente seu conteúdo, satisfazendo-se com cacos de texto descontextualizados…
O mais lamentável é que após um breve diálogo, o indivíduo não apenas se calou como fez questão de apagar tudo o que havia escrito anteriormente: me lembrou até um conhecido satanista, mas esses atos de covardia são típicos de quem não sabe realmente o preço a ser pago por aqueles que se dispõem defender a fé genuína…
O fato é que o que fazemos ou deixamos de fazer, principalmente quando relacionado ao jejum e às doações, tem instruções específicas dadas pelo próprio Senhor Jesus Cristo:
“Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente. E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente (…) E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” (Mateus 6:1-6; 16-18)
Confesso que me sinto meio ridículo ao escrever uma postagem para explicar o que está mais do que óbvio nessa passagem, porém a cada “botequim gospel” onde vejo pessoas gritando e incomodando a vizinhança, percebo que a ignorância que as contamina não é apenas religiosa: é crônica, genérica e irrestrita!
Confesso também que já tive raiva, mas agora lamento sinceramente pelo destino dessas almas que até gritam “Senhor! Senhor” — vivem buscando sinais, milagres e expulsão de demônios — sem perceber que não passam de marionetes nas mãos do próprio satanás, acrescentando números cada vez mais impressionantes às suas legiões de energúmenos.
Estou falando sério ao registrar tais confissões e esse tipo de constatação acaba me deprimindo, pois é uma sensação bastante desoladora andar pelas ruas olhando a multidão e, às vezes, pensando que toda aquela massa humana não passa de carne indo para o moedor… talvez por isso tente usar um pouco de humor cínico na tentativa de que, através disso, o Espírito Santo possa tocar em algumas pessoas.
Por exemplo:
Diante da recomendável discrição relativa ao jejum e sabendo que o Senhor Deus não pode ser chantageado e nem mudar seus propósitos, descobri que uma das coisas mais inúteis do universo é quando alguém vira para você e, entre o solene e o espiritual, confessa: fiz jejum por (qualquer questão) em sua vida…
Em primeiro lugar, se a tal questão não for da vontade do Senhor, podem se unir milhares de pessoas passando fome até a morte que — como dizem os jovens — “não vai rolar”!! Logo, se a coisa acontecer (ou não)… não será por causa (ou culpa) dessa pessoa!
Em segundo lugar, considere a provável afetividade demonstrada, mas não fique com muita pena, pois tem sempre um pessoalzinho, com muita vontade de se exibir como “pessoa espiritual”, que nem mesmo fez o tal “jejum”, mas fala só para se promover!
Em terceiro lugar — e por favor — dê alguma coisa a essa pessoa (um pirulito, uma banana, dez reais para um “PF”…), pois essa será absolutamente a única coisa que ela poderá ganhar após tanto esforço…
jejumbanana
Outro caso curioso é quando um líder chega com uma “revelação” e manda que os membros de sua empresa iniciem um período de jejum…
Ora bolas: o Espírito Santo foi dado a todos os que crerem e atualmente não existe mais esse papo de sumo-sacerdote, de modo que se não houver testificação… aquele “movimento” nada tem de espiritual além da aparência!
Se você conhece a Palavra, sabe que é tão rei e sacerdote quanto eu ou quanto ele, de modo que essas convocações dramáticas para jejum (geralmente relacionadas a alguma aqui$ição por parte da empreja…) acabam não passando de premissa para possessão emocional e intelectual, pois um organismo debilitado se deixa dominar com muito mais facilidade.
Pior ainda é que, nessas oportunidades, ainda vai gente lá na frente — num verdadeiro exibicionismo faquir — dar “testemunho” de quanta fome foi capaz de passar… lembrem de dar bananas a esses também!
Existem outras perspectivas de imbecilidade a considerar, mas nessa postagem vou citar apenas mais uma e é uma manobra que pode ser feita para testar a ignorância das pessoas que querem se meter a “cristãs espirituais”: da próxima vez em que aparecer alguém para discutir contra alguma argumentação bíblica sólida e, ao invés da Palavra, quiser se utilizar do tal “você tem jejuado / orado?” para tentar te menosprezar — como se ela própria fosse a santidade em pessoa por jejuar e orar… sem conhecer uma vírgula da Palavra! — se faça de admirado e questione de volta:
— Sem dúvida o jejum e a oração são A BASE para o conhecimento de Deus e para a vida cristã… havia esquecido disso. Você tem orado e jejuado muito?
Se a pessoa cair no papo, se inchar e soltar que jejua toda semana ou coisa parecida, saiba que você agiu de forma um tanto maliciosa e, por favor, não se esqueça de tentar enviar uma banana para ela.
Mas, falando sério e de acordo com a Palavra, jejum é um exercício onde se mortifica a carne e seus desejos na intenção de se alcançar um fortalecimento espiritual PESSOAL, ou seja, aprender e se capacitar para suportar situações cada vez mais difíceis.
Jejum, em lugar algum da Bíblia, aparece como meio de se obter alguma vantagem, principalmente material e/ou para si próprio, junto ao Senhor.
Do mesmo modo, a oração é, em nome do Senhor Jesus, um canal de comunicação direto com o Pai — mesmo que Ele já saiba de cada uma de nossas necessidades — e orar sem conhecer a Palavra não vai proporcionar edificação, mas, pelo contrário, pode acabar descambando para o misticismo: ao contrário da tecnologia de aprendizado mostrada no filme “Matrix”, o Senhor Deus não vai te ensinar as Escrituras por “transmissão de pensamento” durante alguma oração. Você pode até falar bastante parecido com um cristão, porém mais cedo ou mais tarde algum chato como eu vai acabar percebendo que lhe falta prática no manejo d’A Espada!!!
(E é melhor que seja algum apologeta — pois isto te dá algum tempo para se consertar e conhecer o Amor da Verdade— do que ver o próprio Senhor Deus te jogando isso na cara, na hora do julgamento final…)
Desse modo, aquele que sentir o direcionamento do Espírito Santo para realizar um período de jejum deve ter plena consciência de que essa prática deve ser tratada exatamente como a famosa “cabeça de bacalhau”: todos sabem que existe, mas pouca gente viu pessoalmente alguma!
A única pessoa que precisa vir a saber se você está em jejum ou não é seu cônjuge, conforme explica o apóstolo Paulo:
“Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.” (1 Coríntios 7:5)
E o mais interessante é a clareza utilizada por ele ao admitir que esse tempo não deve ser coisa muito prolongada: sei de casais com relacionamentos destruídos (pelos mais diversos motivos, inclusive a falta de atração…) que usam a desculpa do jejum para se manter afastados ininterruptamente e, até mesmo, por anos!! Isso, definitivamente, não tem respaldo bíblico.
Por outro lado, mesmo que apenas um dos dois esteja no período de jejum, são esperadas, pelo menos, a compreensão e colaboração do outro…
E, por conta da multiplicação de possessos intelectuais repetindo alguns dos mantras aqui apresentados, tenho mantido meu silêncio, pois ratifico e nada de novo tenho a acrescentar a tudo o que já registrei e, por enquanto, nenhuma argumentação consistente — além dos autoritários e ignorantes “cala a boca e obedece” — me mostrou nada a ser retificado.
Os dias se tornam cada vez mais coloridos (e tenebrosos) enquanto o mundo se metamorfoseia na linda (e diabólica) borboleta que voará em lufadas de paz e segurança.
Maranata!
LINK CURTO PARA ESTA POSTAGEM
http://bit.ly/jejumvazio

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