11 de dez de 2011

O TEXTO ABAIXO FOI ESCRITO SOB PERSPECTIVA ESTRITAMENTE BÍBLICA,
PARA O PÚBLICO QUE TEM NA BÍBLIA SUA REGRA DE FÉ E VIDA.

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   O filme “300” — produção de 2007 baseada numa HQ de Frank Miller (um dos responsáveis pela “ressurreição” do Batman) — foi dirigido por Zack Snyder e teve como principais atores Gerard Butler (como o rei Leônidas), Lena Headey (que também fez a mãe de John Connor na série “Sarah Connor Chronicles” — como a rainha espartana) e o brasileiro Rodrigo Santoro (como o rei persa, Xerxes).
   De estilo inovador e pesadamente inspirado nos quadrinhos de Miller, apresenta cenas violentas usando de extrema plasticidade gráfica, revelando a epopeia dos soldados de Esparta contra a invasão persa, ocorrida em 481 a.C: trata-se de um marco histórico, quando os gregos deixaram de ser uma confederação de cidades inimigas e formaram um grande império, como profetizado por Daniel um século antes (leia os capítulos 7 e 8 do livro de Daniel…).
   Mas a Bíblia fala de outros 300 homens, igualmente decisivos, que viveram 700 anos antes destes heróis espartanos, quando a nação de Israel era governada pelos Juízes: época de adaptação à terra de Canaã — um período em que as pessoas resolveram que era melhor fazer o que lhes dava na cabeça:
   “Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos.” (Juízes 21:25)
   O resultado dessa rebeldia foi a permissão de Deus para que os israelitas sofressem nas mãos de diversos opressores…
   Houve então um homem, chamado Gideão, que Deus usou para libertar Israel dos vilões do momento, os midianitas (da terra de Midiã).
   A história é contada no livro de Juízes, nos capítulos de 6 a 8: depois que Deus chamou Gideão, este juntou um grande exército para combater os midianitas… mas Deus lhe disse que era muita gente e que, se a guerra fosse travada dessa forma, os soldados iriam dizer que foram eles que tinham vencido!
   Para evitar tal bravata, Deus determinou que o exército deveria ser bem menor e, como “processo de seleção”, instruiu uma inusitada prova que iria decidir quem deveria ficar para a batalha e quem retornaria para casa:
   “E fez descer o povo às águas. Então o SENHOR disse a Gideão: Qualquer que lamber as águas com a sua língua, como as lambe o cão, esse porás à parte; como também a todo aquele que se abaixar de joelhos a beber. E foi o número dos que lamberam, levando a mão à boca, trezentos homens; e todo o restante do povo se abaixou de joelhos a beber as águas.” (Juízes 7:5-6)
   300 homens estavam determinados a alcançar o objetivo e não perderam tempo se abaixando para beber, mas pegaram água com a mão levando-a à boca… diante disso podemos imaginar o que Pedro quis dizer ao falar sobre o dia da volta de Jesus, advertindo a Igreja:
   “Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus…” (2 Pedro 3:12a)
   Temos essa mesma atitude diante da volta de Jesus?
   É Sua vontade que estejamos alertas, como Ele próprio revela:
   “Estejam cingidos os vossos lombos, e acesas as vossas candeias. E sede vós semelhantes aos homens que esperam o seu senhor, quando houver de voltar das bodas, para que, quando vier, e bater, logo possam abrir-lhe.” (Lucas 12:35-36)
   Mas facilmente ficamos ocupados com besteiras: alvos pessoais, conta bancária, indiferença, pecados de estimação… coisas que nos fazem perder o alvo!
   Nos dias de Gideão também havia muitos com os olhos voltados para as coisas do seu tempo, ao invés de olharem para o Senhor e Sua tarefa —cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos!
   Muitos se ajoelharam, prazerosamente, junto à água para descansar: 10.000 soldados pretendiam ir à guerra, mas, no final, não puderam porque tinham dobrado seus joelhos diante das coisas de seu presente… esse foi o SINAL EXTERIOR de que NÃO ESTAVAM PREPARADOS INTERIORMENTE!
   O Senhor conhece nossa estrutura, e nos exorta:
   “Portanto não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? ou: Com que nos vestiremos? porque os gentios é que procuram todas estas cousas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:31-33)
   Se, ao final, observarmos o comportamento daqueles 300 — que beberam rapidamente para não perder tempo na realização da tarefa — vamos perceber que não eram mais inteligentes nem melhores, nem mais fortes ou corajosos do que os outros… mas estavam livres e dispostos a servir!
   Com ardente zelo, eles tinham em mente exclusivamente o objetivo de Deus: não tinham mais outros alvos, mas seu coração era voltado inteiramente para a causa d’O Senhor!
   Você tem disposição e capacidade para lançar fora e deixar de lado tudo aquilo que o atrapalha?
   Se o Senhor perguntasse a você neste momento: “Você quer fazer parte dos covardes e medrosos?”, imagino que provavelmente você responderia com um sonoro e definitivo “Não!”
   Então, aja de acordo e lance fora o medo em nome de Jesus!
   E se Ele continuasse perguntando a você: “Olhe… sobraram 10.000. Você quer pertencer àqueles que se ocupam em primeiro lugar com as coisas terrenas, ou prefere estar entre os 300 que levaram consigo somente as ‘provisões’ necessárias e a ‘trombeta’?”
   Qual seria a sua resposta?
   Que você responda agora, com coração sincero:
   “Senhor, também quero fazer parte desses 300. Quero estar preparado para quando vieres!”
   “Então dividiu os trezentos homens em três companhias; e deu-lhes a cada um, nas suas mãos, buzinas, e cântaros vazios, com tochas neles acesas (…) Chegou, pois, Gideão, e os cem homens que com ele iam, ao extremo do arraial, ao princípio da vigília da meia noite, havendo sido de pouco trocadas as guardas; então tocaram as buzinas, e quebraram os cântaros, que tinham nas mãos. Assim tocaram as três companhias as buzinas, e quebraram os cântaros; e tinham nas suas mãos esquerdas as tochas acesas, e nas suas mãos direitas as buzinas, para tocarem, e clamaram: Espada do SENHOR, e de Gideão.” (Juízes 7:16, 19-20)
   O que aconteceu? Explico:
   Os homens tinham tochas escondidas nos cântaros e, exatamente no momento em que tocaram as trombetas, os cântaros foram quebrados e a luz das tochas iluminou tudo!
   Essa pode ser considerada uma legítima alegoria da transformação do arrebatamento: a luz de Cristo está em nós; somos como cântaros (vasos) que carregam a luz do Evangelho.
   Jesus é a luz do mundo, e disse àqueles que O aceitaram:
   “Vós sois a luz do mundo…” (Mateus 5:14a)
   Por enquanto essa luz ainda está escondida (em maior ou menor grau) pelo vaso da nossa carne, mas, no momento em que a trombeta de Deus for tocada para o arrebatamento, nosso corpo será transformado (como os cântaros que foram quebrados naquele tempo), e seremos arrebatados ao encontro de Jesus, para estarmos com Ele para sempre (conforme 1 Tessalonicenses 4:17).
   Aí então, tudo será somente luz. Tudo resplandecerá em Sua glória: não haverá mais pecado, porque o vaso da nossa carne não estará mais presente.
   Está escrito:
   “E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.” (1 Coríntios 15:50)
   Por isso, seremos transformados, pois o cântaro do nosso corpo tem que ser quebrado. Somente por ocasião da transformação e do arrebatamento se tornará visível o que a Bíblia diz
   “Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” (Mateus 13:43)
   Somente depois de tocada a trombeta e quebrados os cântaros — analogia ao arrebatamento — é que entrou em ação a espada do Senhor: quando a luz das tochas iluminou o acampamento inimigo, os israelitas gritaram: “Espada pelo Senhor e por Gideão!”.
   A “espada pelo Senhor”, porém, aponta profeticamente para o “dia do Senhor”, ou seja, para o tempo da Tribulação, no qual o Senhor vai julgar o mundo, porque as nações se ajuntarão contra Israel. Lemos:
   “… porque eu chamo a espada sobre todos os moradores da terra, diz o SENHOR dos Exércitos." (Jeremias 25:29b)
   Assim como os midianitas, que fugiram apavorados e começaram a se matar (conforme Juízes 7:21-22), também durante a Tribulação as pessoas tentarão escapar do juízo da ira de Deus (veja Apocalipse 6:15-17)… antes, porém, a Igreja de Jesus será arrebatada e transformada.
   Diante da iminente retirada da Igreja de Jesus, você está disposto a tomar essa decisão… da mesma forma que Gideão e seus 300?
   Está escrito:
   “E o povo tomou na sua mão a provisão e as suas buzinas, e enviou a todos os outros homens de Israel cada um à sua tenda, porém os trezentos homens reteve; e estava o arraial dos midianitas embaixo, no vale.” (Juízes 7:8)
   A caminho do arrebatamento, leve somente as “provisões”, a Palavra de Deus e a prontidão para o arrebatamento: tenha em conta que a trombeta será tocada em breve…
   Você quer ser um desses “300”?
Baseado no livro Gideão - Uma Mensagem de Alerta

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