02/10/2011

O TEXTO ABAIXO FOI ESCRITO SOB PERSPECTIVA ESTRITAMENTE BÍBLICA,
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   Continuando nosso estudo da profecia de Ezequiel, vimos que essa guerra será liderada pela Rússia (Gog, Magog, Meseque e Tubal), e que participarão da ação a Pérsia, Cuxe, Pute, Gomer e Togarma.
   Também vimos que a Pérsia é o Irã; Cuxe é a Etiópia; Pute é a Líbia; Gomer pode ser identificado com a Alemanha ou a Europa Oriental; e Togarma seria a Turquia.
   Depois de estudar a Rússia, ficamos de tentar responder se tal coligação de países numa invasão armada a Israel seria possível , pois a Etiópia, por exemplo, não parece ser capaz de participar de uma guerra externa, mas… e A LÍBIA ?
   Depois de passar boa parte dos anos 1980 na lista negra das nações que apoiavam organizações terroristas, a Líbia mudou de estratégia e tentou vender ao mundo a imagem de nação civilizada.
   Liderado há décadas pelo ditador Muammar Khadafi (famoso em outros tempos por financiar, treinar e abrigar movimentos terroristas dos mais diversos matizes), o país procurou se reaproximar das nações chamadas “desenvolvidas” e democráticas, e Khadafi foi visto ao lado de luminares como, por exemplo, Nicolas Sarkozy.
   Os líderes ocidentais, sempre de olho no petróleo, esqueceram-se momentânea e convenientemente de que Khadafi esteva por trás do atentado que destruiu, no ar, um Boeing 747 (Jumbo) da Panam, próximo à cidade de Lockerbie, na Escócia, matando centenas de pessoas.
   Ele também foi figurinha carimbada durante a Guerra do Líbano, na década de 1980, quando Israel se viu forçado a invadir o país vizinho, a fim de tentar acabar com os terroristas do Hezbollah – situação bem similar à atual, quando a ação se deslocou para o sul e o inimigo se chama Hamas.
   Khadafi, num esforço para se tornar simpático ao Ocidente, reconheceu e assumiu a ação terrorista e pagou somas milionárias às famílias das vítimas de Lockerbie, como forma de indenização.
   Porém também buscava reatar laços diplomáticos rompidos desde quando fazia parte (junto com o Irã dos aiatolá Khomeini e a União Soviética de Brejnev) do então “eixo do mal”, como foi chamado por Ronald Reagan.
   Nada disto funcionou e Khadafi foi pego no meio da onda de revoltas que parece varrer o Oriente Médio: no momento em que escrevemos estas linhas, encontra-se desaparecido, enquanto os “rebeldes” já controlam praticamente todo o país, com apoio da aliança militar ocidental (sem a qual, aliás, Khadafi continuaria tranquilo e feliz com seus charutos, seus cachorros, suas esposas e seus castelos).
   AS QUESTÕES em relação ao Egito também se aplicam à Líbia e não se sabe ao certo qual a direção que o novo governo tomará: transformarão o país numa democracia “à europeia” (nos moldes neoliberais) ou entrarão no caminho do radicalismo islâmico, à moda do Hamas?
   Ninguém sabe até onde vai o desejo dos líbios por democracia e pela autodeterminação dos povos, conceitos que se aplicam a todas as nações… menos quando o assunto é Israel.
   Todos os árabes e muçulmanos querem Jerusalém, ignoram a história judaica e pregam a completa extinção do Estado Judeu… se houver alguma exceção, por favor, me avisem!
   Basta dizer que Trípoli, assim como Beirute e o Cairo, sempre foi, em anos passados, o que é hoje o Afeganistão e a Faixa de Gaza: esconderijo de terroristas, arsenal de onde saem bombas e mísseis para atentados e refúgio dos inimigos de Israel… estou mentindo?
   De acordo com a agência de notícias russa Interfax, há uns dois anos atrás a Líbia negociou a compra de armas russas:
   “Um acordo prevendo a conclusão da compra de um enorme carregamento de armas, valendo mais de 2 bilhões de dólares, pode ter sido feito durante a visita de Khadafi a Moscou”, disse uma fonte não-identificada da indústria armamentista à Interfax.
   Tanto a embaixada da Líbia em Moscou quanto a exportadora russa de armas se recusaram a comentar.
   Navios de guerra russos visitaram a Líbia indicando o estreitamento dos laços entre Trípoli e Moscou, que apoiou Khadafi durante a era soviética.
   A Líbia possui sistemas de mísseis terrestres, como o S-300, o TOR-M1 e Buk, assim como vários aviões de guerra, dezenas de helicópteros e cerca de 50 tanques, disse a fonte consultada pela Interfax.
   Segundo a agência, sabe-se de contratos para modernizar as armas líbias da época soviética: a Líbia negociou outros 4,5 bilhões de dólares em dívidas com a Rússia pela compra de armamentos.
   Muitas dívidas da época soviética são difíceis de mensurar, por terem sido feitas em rublos soviéticos.
Fonte: Guy Falconbridge e Agência Reuters, 20 de outubro de 2008
   QUE FINALIDADE será dada aos armamentos do exército líbio?
   De mãozinhas dadas com a OTAN, não restam ameaças externas à Líbia: ao contrário do que se pensa, a União Europeia (e não as nações árabes ricas) é a principal financiadora dos palestinos.
   A OTAN não se permitiria perder novamente o acesso aos poços de petróleo e, com certeza, os defenderá com unhas e dentes.
   Então, o único inimigo externo da Líbia seria… Israel!
   Motivos não faltam: “socorro” a seus “irmãos palestinos”, por exemplo, é razão mais do que suficiente para formar uma coalização anti-Israel junto com os outros árabes e muçulmanos.
Índice
   E a isso, muito provavelmente, a ONU não se oporia, com a maioria dos países membros a favor da criação do Estado Palestino (como vemos diariamente nos noticiários), de modo que a “solução final” de Hitler – o extermínio dos judeus – ainda é, hoje em dia, um sonho para muitos árabes/muçulmanos.
   Veja, no mapa ao lado, onde é território que os palestinos, com apoio de outros muçulmanos (como os líbios) desejam.
   Veja se nesse mapa há lugar para judeus…
   Uma guerra total de coalizão contra Israel é tudo que os muçulmanos querem, assim como somente uma “coalizão” conseguiu destronar Khadafi.
   Já tentaram isso antes, em 1967 e 1973, quando Egito e Síria formaram a R.A.U. (República Árabe Unida) e foram fragorosamente derrotados… pode ter certeza de que os árabes tentarão de novo, numa aliança mais ampla.
   Resta saber até que ponto os Estados Unidos (enfraquecidos política, econômica e diplomaticamente) conseguirão segurar a maré anti-Israel…
   NOTA: não somos contra a criação do Estado Palestino, pois a autodeterminação dos povos é um conceito sagrado da democracia e da diplomacia internacional, embora as potências ocidentais se achem no direito de meter o pé na porta de qualquer um em nome de seus “valores” e interesses.
   Agora, um Estado palestino com capital em Jerusalém, historicamente capital de Israel há 3000 anos, retorno às fronteiras de antes da Guerra dos 6 dias (1967), retirada dos colonos judeus… aí já é assunto para se discutir longamente em outro artigo: basta dizer que árabes e/ou muçulmanos controlam 24 nações na região… 99,5% por cento do total das terras do Oriente Médio, enquanto cabem a Israel só 0,5% deste mesmo mapa.
   Porque ninguém cogita ceder parte de seu vasto território aos “irmãos palestinos”?
   O Egito, por exemplo, poderia ceder o Sinai (que é ali, pertinho de Gaza!) e ainda poderia usar o território do Estado Palestino assim constituído como “tampão” entre si e Israel.
   Temos ainda a Síria, que poderia ceder a Transjordânia aos seus queridos irmãos “sem terra”…
   E, por falar em Síria, como aperitivo para o próximo capítulo, lembre-se que até mesmo a Turquia, aliada histórica de Damasco, já começa a criticar o governo de Bashar Al Assad, sinalizando que uma mudança de rumos seria bem-vinda.
   Só que, curiosamente, a Síria não é citada na profecia de Ezequiel sobre a invasão de Israel… e isso também pode encontrar explicação na própria Bíblia, mas fica para outro dia.

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