18 de mar de 2011

O TEXTO ABAIXO FOI ESCRITO SOB PERSPECTIVA ESTRITAMENTE BÍBLICA,
PARA O PÚBLICO QUE TEM NA BÍBLIA SUA REGRA DE FÉ E VIDA.

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   É interessante observar que toda nova doutrina se desenvolve em um ambiente de pessoas que são supostamente iluminadas com novas revelações, desfazendo completamente a base doutrinária existente. Esta é praticamente a característica de todas as seitas que no decorrer dos anos vão se avolumando e se reorganizando.
   No comando das seitas está o espírito do erro e do engano. É o que podemos verificar sobre os Unitaristas.
   O Desenvolvimento da doutrina:
   No terceiro século de nossa era surgiu uma doutrina nova com respeito à natureza de Deus: Sabélio, Presbítero da igreja cristã no norte da África, começou a negar a existência da Trindade.
   Dizia que Jesus era o Jeová do Antigo Testamento e a Única Pessoa da Divindade. Os termos “Pai” e “Espírito Santo” somente se referiam a certos aspectos do caráter de Jesus e não a outras Pessoas. De maneira que “Pai”, “Filho” e “Espírito Santo” eram somente três nomes para o mesmo Ser divino.
   O Modalismo
   Esta doutrina chegou a ser conhecida como “o modalismo”, que é uma ramificação do monarquinanismo, doutrina desenvolvida no terceiro século, por Teodoto, Paulo de Samósata, Sabélio e outros, que negavam a doutrina da trindade esboçada pela Igreja primitiva, firmando-se na posição de que Deus não é Pai, Filho e Espírito Santo , mas uma única pessoa.
   O modalismo ou sabelianismo, como é frequentemente denominado, foi rejeitado como herético em 261AD.
   Os problemas atuais com respeito a heresias, principalmente dos conhecidíssimos “testemunhas-de-jeová” (que negam a trindade), são de longas datas.
   O Ressurgimento dos Unitaristas
   Em 1913 John G. Scheppe teve uma “revelação” do poder do nome de Jesus.
   No acampamento onde se encontrava, começaram a estudar o assunto e chegaram à conclusão que o verdadeiro batismo tinha de ser em nome de Jesus. Além do mais, era imprescindível ser batizado com água para ser “nascido da água”, ou ser salvo… Começaram a batizar-se novamente segundo esta fórmula.
   Como reconciliar o fato de que Jesus mesmo havia mandado batizar no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo?
   Alguém recebeu “nova luz” sobre este particular: os três eram uma só pessoa e seu nome era Jesus Cristo. Senhor, Jesus, Cristo era o mesmo que Pai., Filho e Espírito Santo. Jesus revelava distintos aspectos de sua natureza, apresentando-se como Pai e Espírito Santo, porém estas não eram distintas personalidades.
   A divindade consistia somente em Jesus.
   Igrejas que surgiram deste movimento:
   Entre as Igrejas que surgiram deste movimento, a Pentecostal Unida é, provavelmente, a mais forte: trabalha em vários países.
   Outros grupos menores e muitas igrejas independentes têm aceitado esta interpretação.
   Temos muitas destas Igrejas Unitaristas no Brasil, tais como: Tabernáculo da Fé (fundada por William Marrion Branham, chamado pelos seus adeptos de profeta do século); Voz da Verdade (que também só batiza em nome de Jesus); A Igreja Local (de Witness Lee, conhecida por seu ônibus “Expolivro” e por seu jornal “Árvore da Vida”); Igreja Apostólica, etc.
   Doutrinas Dos Unitaristas
   As Igrejas "Só Jesus" são ortodoxas em todas as doutrinas evangélicas, menos a da Trindade. Diferenciam-se das outras Igrejas Evangélicas também pela fórmula batismal.
   Estudaremos primeiro o problema do batismo, posto que seu erro foi que os afastou da doutrina Trinitária.
   O Batismo com água
   A Igreja “Só Jesus” ensina que o batismo com água deve ser em nome do Senhor Jesus Cristo, baseado em Atos 2:38. Cristo disse:
   “Ide, portando, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e Do Espírito Santo.” (Mateus 28:19)
   Os judeus daquela época costumavam batizar com água os gentios convertidos, para testemunho público de que eram de Deus. João Batista batizava os judeus arrependidos em testemunho da rendição de sua vida a Deus. E os cristãos foram comissionados a pregar o Evangelho e a batizar os convertidos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
   A Mensagem de Pedro no dia de Pentecostes
   Pedro pregou a milhares de judeus religiosos que criam no Pai e no Espírito Santo, porém não reconheciam Jesus como seu Messias e Senhor. Haviam crucificado o Messias.
   Para serem salvos teriam de arrepender-se e batizar-se em nome de Jesus, para mostrar publicamente que o aceitavam como Senhor, da mesma maneira que aceitavam o Pai e o Espírito Santo.
   O Testemunho dos Pais da Igreja
   Um livro denominado “Didaque”, ou “Ensino dos doze Apóstolos”, que circulava no primeiro século nos diz o seguinte:
   “Agora, concernente ao batismo, batizai desta maneira: depois de ensinar todas estas coisas, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.”
   Noutra parte do mesmo livro diz que:
   “O bispo ou presbítero deve batizar desta maneira conforme ao que nos ordenou o Senhor, dizendo: ‘Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo’.”
   Justino Mártir  (165 AD), em seu livro diz:
   “São levados (falando dos novos convertidos) a um lugar onde haja água, e recebem de nós o batismo com água, em nome do Pai, Senhor de todo o universo, e de nosso Senhor Salvador Jesus Cristo, e do Espírito Santo.”
   Tertuliano (160 AD), Clemente de Alexandria (156 AD) e Basílio (326 AD) nos dão o mesmo testemunho e este esclarece ainda mais o assunto quando diz:
   “Ninguém seja enganado nem suponha que pelo fato dos Apóstolos frequentemente omitirem o nome do Pai e do Espírito Santo, ao fazerem menção do batismo que por isso não seja importante invocar estes nomes.”
   A Doutrina da Trindade
   Há uma perseguição histórica contra a doutrina da trindade desde os primeiros séculos do cristianismo.
   Alguns chegam ao extremo de insinuar que a doutrina da trindade foi inventada por Tertuliano, pelo fato de ter sido ele que introduziu o termo “trindade” para descrever o Pai, Filho e Espírito Santo, não acrescentando absolutamente nada mais do que o reconhecimento fundamental de que O Pai é Deus, o Filho é Deus e Espírito Santo é Deus, tal como nos ensina a Palavra de Deus.
   Alegações dos Unitaristas “Só Jesus”
   Os Unitaristas “Só Jesus” negam a Trindade: ensinam que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três nomes de uma só pessoa - Jesus.
   Cristo fala e ensina sobre a trindade em João 14:16-26; 15:26. Promete rogar ao Pai enviar o Espírito Santo.
   Em Mateus 28:19 ele manda batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
   Desde as primeiras palavras de Jesus registradas nas Sagradas Escrituras até os últimos encargos dados aos seus discípulos antes da ascensão, ele fala de Deus como seu Pai e portanto outra personalidade. (Veja Lucas 2:49; João 3:16-17; 5:43; 9:3-4; 12:49; 16:28; 20:21).
   A Interpretação Unitarista “Só Jesus” tira o sentido das Escrituras
   A famosa oração de Cristo em João 17 carece de sentido se não existe o Pai à parte de Jesus.
   João 3:16 perde seu significado, pois quem será este Filho unigênito?
   Que significa João 1:1-2,14 quando nos diz que o Verbo estava com Deus e que era o unigênito Filho de Deus?
   A promessa de Jesus, de enviar outro Consolador a seus discípulos, seria um engano se foi ele mesmo quem voltou na qualidade de Espírito Santo…
   E que sucedeu com seu corpo ressuscitado?
   Os Anjos indicaram que Jesus voltaria tal como o haviam visto ir para o céu (Atos 1:11). Não sucedeu assim quando veio o Espírito Santo (Atos 2:1-4).
   Como é que Estêvão viu Jesus à destra de Deus, se Jesus é o próprio Pai?
   Vê-se que esta teoria tira valor à ressurreição corporal de Jesus e sua obra como sumo sacerdote. Estas vêm a ser representações simbólicas da mente humana em vez de realidades básicas para a fé cristã.
   Os apóstolos criam na Trindade
   A pregação de Pedro na casa de Cornélio (Atos 10:38-42) ensina a unidade em cooperação de três distintas personalidades.
   Efésios 2:8-18 mostra-nos como as três pessoas operam nossa salvação.
   Hebreus 9:14 tem a mesma mensagem:
   “Quanto mais o sangue de Cristo que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus”...? (veja também 1 Pedro 1:2; Romanos 1:4-6; 1 João 3:23-24).
   Quase todas a epístolas fazem, na saudação ou na despedida, menção a Deus o Pai e a seu Filho Jesus Cristo. A bênção apostólica invoca a trindade (veja 2 Coríntios 13:13).
   A Trindade no Antigo Testamento
   Os que creem que só Jesus é Deus citam textos do Antigo Testamento que dizem que Deus é um (Deuteronômio 6:4; Êxodo 20:3; Isaías 44:6; etc.).
   Dão tanta ênfase na verdade bíblica da unicidade de Deus que fecham os olhos para outra verdade bíblica: nesta unicidade existem três Pessoas Divinas!
   Não podemos compreender todo o mistério da unicidade e diversidade existente na Trindade, porém cremos nisto porque a Bíblia o ensina.
   Este mistério da unicidade de três pessoas torna-se claro à luz da oração de Cristo em João 17:21-22. Jesus pede por seus discípulos: “a fim de que todos sejam um; e como és tu ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós”.
   Em sua obra criadora Deus emprega pronomes plurais
   “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança…” (Gênesis 1:26-27)
   A quem Deus se dirigiu quando disse “façamos”?
   “Nossa imagem e semelhança” demonstra que havia uma pluralidade na divindade. Sem dúvida, havia unidade tal que Deus criou o homem à sua imagem.
   Forma plural usada em outras ocasiões
   Lemos as palavras do Senhor em Gênesis 11:7:
   “Vinde, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro”.
   “Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” (Isaías 6:8)
   Em Isaías 54:5 o texto foi traduzido no singular: “O teu Criador é o teu marido”.
   No hebraico, as palavras para criador e marido estão ambas no plural e significam: “Teus criadores são teus maridos”.
   A Pluralidade indicada no nome de Deus
   Em Mateus 28:19, Jesus fala de um nome que pertence ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
   É bom que estudemos os nomes de Deus para ver se há algum nome que inclui as três Pessoas da Divindade.
   Há, de fato, esses três nomes! São eles: Elohim, Adonai e El Shadai.
   No hebraico há três números gramaticais: o singular (que designa um), o dual (que indica dois) e o plural (que indica três ou mais). Cada um destes nomes está na forma plural no hebraico e, portanto, demonstra que o Deus a quem nomeia está representado por um nome plural. Quer dizer, mostra-nos que há três pessoas, porque não usa nem a forma singular, nem a dual para o seu nome.
   Suprimento
   O Antigo Testamento faz referência ao Filho de Deus: o segundo Salmo fala do Messias, o ungido do Senhor, seu Filho (Salmos 2:1-12).
   Em Provérbios 30:4 e Daniel 3:25 nos ensinam que Deus tem um Filho.
   Em Isaías 9:6 vemos que um menino haveria de nascer e levaria, entre seus títulos, dois dos mesmos que são dados aos outros membros da Trindade: Pai da Eternidade, Conselheiro. Deus encarnado em Jesus Cristo seria isto para humanidade.
   Este texto não quer dizer que ele seria seu próprio pai. A frase tem sido traduzida por: “Pai dos séculos” ou “Pai da Eternidade”: é um texto que os Unitaristas “Só Jesus” empregam muito para negar a Trindade.
   Conclusão
   “Nenhuma profecia das Escrituras provém de particular interpretação.” (2 Pedro 1:20)
   É perigoso basear uma doutrina sobre a interpretação particular de um texto isolado. Assim alguém sai do caminho já traçado para seguir o seu próprio caminho. Torce as Escrituras para faze-las respaldar sua própria revelação ou interpretação.
   A insistência na interpretação particular tem ocasionado muitas divisões entre o povo de Deus.
   Em alguns lugares os Unitaristas promovem o proselitismo: tentam fazer que os membros de igrejas que creem na Trindade voltem a batizar-se em nome de Jesus.

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