13 de mai de 2010

   Quem me acompanha sabe como passei o ano passado quase inteiro afastado por causa das obras que realizei para poder morar em um imóvel que ganhei e na sincera esperança de preparar um local onde pudesse ter o sossego necessário para afastar de vez os motivos que levaram à minha reforma do militarismo e, quem sabe, ter um filho…
   Me mudei em novembro e, por total falta de recursos, tive que me envolver em uma série de muitos trabalhos free-lancer para poder pagar as dívidas: a extensão dos horários causando um grande desgaste físico e mental vinham me impedindo de escrever com regularidade, mas ainda assim tinha a esperança de que, com o pagamento dos credores iria, finalmente, poder desfrutar um pouco deste tão sonhado imóvel.
   Mas ontem, ao chegar cansado de mais um trabalho, mais uma vez não tive o direito nem a um pouco de repouso e isto acabou me tirando do sério. O vídeo abaixo prova isso:
   O Youtube só aceita vídeos de, no máximo, 10 minutos, por isso fui forçado a dividir este registro em duas partes:

11 de mai de 2010

   Quem acompanha esse blog deve ter ficado assustado com o título, mas podem ficar tranquilos que continuo o mesmo (bom e velho??) cristão de sempre. Infelizmente, na língua portuguesa, essa é a melhor expressão para definir o conteúdo dessa postagem: a “montanha” veio a Maomé para me mostrar que não adianta querer manter distância do “mistério”, pois o “mistério” veio atrás de mim… pelo correio eletrônico!
   Minha dúvida maior foi definir se coloria as palavras do “misterioso” de vermelho ou de verde, já que não vi hostilidade direta em seu conteúdo, mas, depois de muito refletir, me decidi pelo vermelho mesmo e o motivo será revelado (xiiii… fui contagiado!) no final que, aliás, está muuuuuitos parágrafos vermelhos distante daqui.
   Tudo começou quando relatei a escandalosa, inesperada e ridícula invasão da minha privacidade: acho que alguns esperavam que eu me levantasse do conforto da minha casa já vestido de terno para poder ir reclamar da bagunça naquele pardieiro… pelo menos é o que um pastor deu a entender através de suas palavras:
   Ô Teophilo,
   Mateus 22:29 cortou para você! Os santos do SENHOR usam paletó e gravata, infelizmente da sua própria maneira. Sobem o santuário de paletó aberto, quando não tiram e colocam na cadeira… Dá para você se imaginar num fórum fazendo isso na frente do juiz? Ou no quartel na frente do General? E nós na frente do General dos generais, é de qualquer jeito?

9 de mai de 2010

Fiquem avisados: essa postagem será longa.
Na postagem anterior mencionei a igrejinha que cantou uma macumbinha sobre a tal “cachoeira de mistério” e, bastante incomodado, decidi ir até lá questionar de onde eles haviam tirado aquela ideia. O rapaz da recepção já me recebeu com uma postura defensiva, dando sequência ao seguinte diálogo:
— Em que parte da Bíblia está essa “cachoeira de mistério”?
— Isso não está na Bíblia não… é louvor… do pastor Melvin! Não conhece?
— Não, não conheço… mas se você está louvando a Deus não teria que ser de acordo com a Palavra dele?
— Olha, não gosto de discutir essas coisas da Bíblia não. Quando você vier aqui eu vou chamar o pastor pra conversar contigo…
— Ué? Que cristão é você que não gosta de conversar sobre sua espada? A Bíblia não é a espada do crente?! Como é que você não gosta dela??
— Ah… tem que chamar o pastor…
Preferi ficar calado, mas naquele momento me veio a mente uma das passagens mais citadas sobre adoração e da qual, neste momento, vou transcrever apenas a parte mais popular:
“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (João 4:23)
Não apenas o apóstata do Rick Warren a utiliza fora de contexto, mas é com base nela que muitas igrejas permitiram a entrada dos chamados “cânticos espirituais”… não me esqueço da oportunidade quando fui confrontar o pastor da igreja batista de Campo dos Afonsos a respeito das heresias de Ana Mendez e ele, meio sarcástico, mencionou:
— Se você julga isso errado, então vai se assustar quando vir as pessoas entoando os cânticos espirituais…
E isso foi bem no começo de tudo… a mais de cinco anos atrás.
Sinceramente descobri que não estava perdendo nada por não conhecer a tal “cachoeira de mistério” e, para aqueles que não conhecem, segue abaixo um impressionante vídeo didático sobre o tema:
Sem dúvida este é um cântico muito espiritual… só que não avisaram para estas pessoas que é a mais clara manifestação do espírito de apostasia e do anticristo citados em 2 Tessalonicenses 2.
Até aqui foi só a introdução… se quiser acompanhar um raciocínio dedutivo bíblico e ter uma perspectiva de como a Palavra foi hábil e sutilmente deturpada para que as atuais igrejas dessem lugar ao misticismo… continue lendo!

6 de mai de 2010

fakechurch
Dá para acreditar que abriram uma dessas igrejas muito loucas aqui, coladinha no muro da minha casa? Eles se denominam “assembléia”, mas tenho certeza que nunca passariam pelo crivo dos assembleianos mais comprometidos com a Palavra que conheço: aqui é coluna de fogo, anjo subindo, anjo descendo… sem contar os pandeirinhos em ritmo de macumba! Eles até têm uma caixa de som, mas quando se animam muito sou obrigado a pôr uma camisa e ir até ao porteiro reclamar.
Eles lá todos “santos” de terno e gravata e eu, o estranho de bermuda e camiseta de malha*, incomodando o andamento da “obra de gezuz”…
O ser humano, de um modo amplo e irrestrito, tem o péssimo costume de viver se escondendo atrás de rótulos: sem olhar especificamente as denominações, podemos afirmar que, na atualidade, se você não é pentecostal então é obrigado a ser tradicional…
E, sem a menor sombra de dúvidas, se a maioria dos ditos “pentecostais” está dando espaço aos milagres que submeterão muitos ao domínio espiritual do anticristo, os cessacionistas, por sua vez, estão também prestando seu desserviço ao evangelho quando querem engessar e até mesmo banir a atuação verdadeiramente miraculosa do Senhor Deus.
Resumindo: somos todos exatamente como descrito na passagem abaixo:
“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam. E já ninguém há que invoque o teu nome, que se desperte, e te detenhas; porque escondes de nós o teu rosto, e nos fazes derreter, por causa das nossas iniqüidades.” (Isaías 64:6-7)