25 de abr de 2010

O TEXTO ABAIXO FOI ESCRITO SOB PERSPECTIVA ESTRITAMENTE BÍBLICA,
PARA O PÚBLICO QUE TEM NA BÍBLIA SUA REGRA DE FÉ E VIDA.

QUAISQUER OUTRAS OBRAS OU CITAÇÕES SERÃO APENAS CONSIDERADAS COMO "OBJETO A SER ANALISADO".
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Cannabis, Marijuana, Maconha, Erva do Capiroto...   Tive que ler e reler o comentário abaixo, pois (apesar de parecer chacota) ele acaba sendo bastante sério e pertinente. Vejam:
   Olá,
   Sou usuária de cannabis e a alguns dias atrás, lendo a Bíblia no livro de Gênesis (capítulo 1, verso 29) vi que lá diz que “toda a erva que desse sementes e frutos de arvores que também tivessem sementes me serviriam para o consumo”.
   Procurei ajuda com uns amigos que frequentam igrejas evangélicas, mas ninguém soube me responder… então: por que a maconha é tão discriminada pela igreja?
   Não consigo entender porque as pessoas teimam em ir contra a palavra de Deus. queria uma explicação sua e com bases bíblicas de porque a cannabis não é aceita pela igreja ou se a igreja tem vivido debaixo de leis e normas de homens poderosos que visam somente o seu eu, se esquecendo dos irmãos.
   Obs.: não sigo nenhuma religião, creio apenas que Deus existe e que ele é o autor de toda a espécie e é em quem deposito a minha fé e gratidão.
   Desde já agradeço pelo esclarecimento.
   Para começo de conversa essa mulher sem religião se aproxima de modo muito mais educado que muito crente raivoso que já chega dando “ataque de pelanca”.
   Em segundo lugar sua questão é bem mais pertinente do que as de muitos evangélicos que citam textos fora de contexto para justificar suas heresias e, por isso, decidi dedicar meu tempo (um pouco de pesquisa não faz mal a ninguém!) para respondê-la da forma mais completa que conseguir.
   Mas antes, para ilustrar, gostaria de citar uma das muitas loucuras que já cometi em minha vida:
   Logo que retornei do meu exílio, com 23 anos de idade, queria abraçar o mundo e fazer de tudo o que em Manaus era mais difícil: dirigir por horas e horas em rodovias, ir a grandes shows quase todo final de semana… eu era mais um reles “gospel” na multidão.
   Como sempre fui metido a vocalista, tinha uma banda que teve seu momento de sucesso tocando em uma suburbana festa de debutante: não tocávamos axé nem pagode nem sertanejo… e os anos 80 ainda estavam recentes demais para se ficar popular tocando suas músicas.
   A questão é que o baterista e o baixista eram duas chaminés humanas e eu ficava enrouquecido só de sentir o cheiro dos cigarros… e essa sensibilidade só tem aumentado com o passar dos anos. Como a cozinha da minha mãe era farta em vegetais, fiz meus dois amigos de cobaia e tentei os mais diversos tipos de “recheio” para que seus cigarros não fedessem tanto: chicória, agrião, orégano… secava as folhas ao sol e nos dias de ensaio empurrava aquelas doideiras no pulmão dos fumantes.
   Uns fediam realmente menos, outros decepcionavam (queria que os de orégano cheirassem como pizza!)… e, no final das contas, a banda acabou e todos sobreviveram!
   “Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros. Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens, Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, Que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador; Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna.” (Tito 3:3-7)
   O ponto a ser observado em relação aos vegetais (ou qualquer outra coisa) não é o seu consumo, mas sim o método através do qual são ingeridos!!! Vejamos a transcrição da passagem mencionada:
   “E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento. E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi.” (Gênesis 1:29-30)
   Está lá, bem claro: MANTIMENTO! Vocês conseguem imaginar que alguém se mantenha cheirando a fumaça de qualquer coisa? Já viram algum animal irracional se aproximando de uma fogueira para ficar sentindo o cheirinho da fumaça? Acho que não…
   Nessa primeira passagem sobre alimentação, vemos que todos os seres vivos eram vegetarianos. Já falei sobre esse assunto em “Cronologia”, mas não me custa repetir a passagem onde o carnivorismo foi autorizado:
   “E abençoou Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra. E o temor de vós e o pavor de vós virão sobre todo o animal da terra, e sobre toda a ave dos céus; tudo o que se move sobre a terra, e todos os peixes do mar, nas vossas mãos são entregues. Tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado como a erva verde.” (Gênesis 9:1-3)
   Então, sob uma perspectiva bíblica, a questão muda da planta em si para a forma como ela é consumida. Nesse ponto devo lembrar que o Senhor Deus criou todo o metal da terra, mas foi a malignidade inerente do ser humano que, em nome da “defesa”, criou todos os armamentos… e assim por diante em todas as áreas imagináveis: música, alimentos… o próprio corpo!
   Tendo sempre em mente que também não vamos encontrar em local algum da Bíblia recomendações para que o ser humane busque a alteração de seu estado de consciência por qualquer meio que seja, qual seria então o motivo que nos levaria a fumar qualquer coisa que seja? O prazer?!?
   Levando em conta que absolutamente todas as referências bíblicas sobre fumo e fumaça são sinal de destruição (exceto Apocalipse 8:4, onde podemos considerá-la como um meio de transporte no âmbito espiritual e aplicável apenas naquela situação específica), por que então iríamos ingerir, inspirar, tragar ou consumir fumaça? Em raciocínio análogo ao das tatuagens, nosso corpo é o templo do Espírito Santo e danificá-lo é um sinal de desrespeito para com nosso Criador.
   A única desculpa que nos resta então seria o “prazer”, que não é condenado biblicamente… exceto quando causado por meios inválidos como, por exemplo, o uso extremo ou não natural de quaisquer coisas, inclusive o próprio corpo.
   Muitas vezes não conseguimos nos conter na ânsia de obter mais e mais prazer e, nesse processo, nos tornamos escravos do objeto… é assim com os sexólatras, os alcoólatras, os funkeiros… os toxicômanos…
   Ora, se para obter seu prazer você assume uma atitude de rebeldia contra o Senhor Deus e Sua Palavra, então seu prazer se torna um pecado e ele passa a se chamar “concupiscência” e, sobre isso, posso mostrar algumas passagens bastante curiosas:
   “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.” (Romanos 6:12-13)
   “Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.” (Romanos 13:13-14)
   “Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. / E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.” (Gálatas 5:16-17 / 24)
   “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência; Nas quais, também, em outro tempo andastes, quando vivíeis nelas.” (Colossenses 3:4-7)
   “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo.” (Tito 2:11-13)
   “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.” (Tiago 1:13-15)
   “Ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado; Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus.” (1 Pedro 4:1-2)
   Eu, particularmente, não consigo enxergar a diferença entre as concupiscências “legais” das “ilegais”… apenas percebo que, por pagarem impostos aos governos, as primeiras podem ser comercializadas e consumidas abertamente. Quem começou a ler pensando que iria encontrar uma descompostura à maconha pode se decepcionar (ou alegrar) porque na verdade ela é tão lixo quanto o alcatrão, a cana de açúcar, a cevada… procuro evitar qualquer coisa que possa vir a me dominar: não apenas os tóxicos, mas até mesmo a “inocente” cerveja cujo “baixo teor alcoólico” pode ser a porta de entrada para um mundo de “prazeres etílicos” cada vez mais intensos.
   Tenho certeza que deve aparecer algum ilustre doutor ou pastor, defensor dos charutos ou da cerveja, para escarnecer do que aqui apresento e, desde já, fico feliz por isso… afinal, será mais uma prova de que a Palavra de Deus está se cumprindo de forma perfeita:
   “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” (2 Timóteo 4:3-4)
   Um fato particularmente engraçado em relação às bebidas alcoólicas é que são vistas como uma “válvula de escape”, um meio de se “libertar” e de ser “mais alegre”… não é exatamente esse o mesmo princípio de quem consome qualquer tipo de droga?
   Concluo exortando àqueles que desejam sinceramente servir ao Senhor Deus, através do conhecimento e aplicação de Sua Palavra, que se esforcem para abandonar qualquer tipo de escravidão ao qual possam estar submetidos… mesmo que todos os habitantes do planeta digam que ali não há nada de errado desde os tempos antigos.
   O Senhor nosso Deus nos guarde e dê forças para resistir aos sedutores clamores deste mundo que, muito em breve, há de passar.
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