11 de fev de 2010

Aconselhamento: Batismo

O TEXTO ABAIXO FOI ESCRITO SOB PERSPECTIVA ESTRITAMENTE BÍBLICA,
PARA O PÚBLICO QUE TEM NA BÍBLIA SUA REGRA DE FÉ E VIDA.

QUAISQUER OUTRAS OBRAS OU CITAÇÕES SERÃO APENAS CONSIDERADAS COMO "OBJETO A SER ANALISADO".
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EM QUAISQUER OUTRAS CONDIÇÕES: LEIA OBSERVAÇÕES NOS COMENTÁRIOS.
   Chegou mais um e-mail com um tema interessante, válido e que não posso deixar de abordar. Vejamos:
   Meu nome é E.P. e você, através de seu site, tem sido uma benção nas minhas leituras: muito edificante!
   Sou uma cristã “desigrejada” há 8 anos e, como vejo que o amado tem um discernimento da Palavra, gostaria que me desse um parecer:
   Tenho cogitado congregar em duas comunidades que me chamam atenção: a presbiteriana da reforma (ou do Brasil) e a Igreja Batista Regular, ambas por serem de linhas fundamentalistas e/ou tradicionais.
   A dúvida é o Batismo Infantil… é uma heresia? É bíblico?
baptism[1]    Tenho dois bebês gêmeos e gostaria de criá-los segundo a palavra de Deus, mas os "ventos de doutrinas são muitos"!
   Acho a liturgia do culto presbiteriano muito racional e maravilhosa, assim como na batista regular onde o culto é muito semelhante e, inclusive, temos a liturgia escrita e organizada ante a entrada das pessoas.
   Ambas são muito semelhantes na forma de cultuar ao Senhor embora ocorram divergências quanto ao batismo: aspersão ou imersão? infantil ou adulto?
   Seria interessante que o amado escrevesse algo a respeito, porque hoje mesmo não sei irei ao culto batista ou presbiteriano, pois meus meninos perguntam ultimamente: “Mãe, qual é nossa igreja?”
   Eles já têm 6 anos e precisam (pelo menos acredito) de uma identidade congregacional, dada a ausência de maturidade.
   Que o Senhor continue te iluminando com a sua Graça,amém.
   Que situação delicada a dessa irmã, não? Vamos ver o que podemos decidir em relação a isso?
   Em primeiro lugar, creio que devo recomendar que a irmã leia “Os Netos de Deus” para compreender que apesar de provavelmente ser muito bom ter seus filhos com uma “identidade congregacional”… a maior responsabilidade pelo amadurecimento espiritual deles é completamente sua e (apesar de não ter mencionado, imagino que o tenha) de seu marido.
   E essa maturidade só será alcançada se os pais não ficarem apenas falando ou lendo, mas AGINDO como verdadeiros cristãos.
   Isto posto, precisamos compreender também porque a mídia se empenha tanto em despertar as crianças para todas as formas de carnalidade:
   “E traziam-lhe meninos para que lhes tocasse, mas os discípulos repreendiam aos que lhos traziam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de Deus como menino, de maneira nenhuma entrará nele. E, tomando-os nos seus braços, e impondo-lhes as mãos, os abençoou."(Marcos 10:13-16)
   Veja que esta passagem menciona a existência de algo como um “acesso direto” ao reino de Deus garantido a todos os meninos (paidia = crianças)… mas o que define o que é uma criança ou não?
   (Certamente não é o ECAD, pois este tem servido mais para proteger criminosos com menos de 18 anos do que as crianças que verdadeiramente necessitam… basta citar um exemplo: se um marginal de 16 anos estupra e mata uma criança de 5 anos de idade, certamente não irá pagar por seu crime! Tudo bem que o sistema penal desse país também é uma bela porcaria e ninguém paga por nada… mas, nesse caso, o culpado se torna “vítima” e não vai para a cadeia porque “é de menor”.
   Esse meu país é um lixo!)
   Na verdade, quando Jesus Cristo menciona as crianças está fazendo uma referência natural (e TAMBÉM figurativa) à inocência, à pureza ou, se formos refletir, a tudo que ainda não tem noção das (ou foi tocado pelas) concupiscências da carne.
   Antigamente o período chamado “infância” costumava demorar um pouco mais a passar, mas hoje (depois do axé, do funk e de outras podridões sexualizantes e tantas outras violentas) as crianças estão sendo forçadas a ter consciência de coisas como morte, sexo, violência e vício cada vez mais precocemente!
   A partir do momento em que essa consciência concupiscente se instala (e isso é difícil de ser detectado por nós, humanos), não importa a idade, a criança deixa de ser criança e se torna passível do julgamento de Deus.
   Estou cansado de ver pais que são surpreendidos por atitudes torpes de filhos que, até então, imaginavam ser inocentes e incapazes de cometer atrocidades de caráter violento ou sexual… tenho certeza que só mesmo o Senhor Deus conhece o coração dos homens e é capaz de realizar tal discernimento.
   Ora, o plano de satanás é arrastar consigo o maior número possível de almas para o inferno e, se a partir do momento que se perde a plena infância o ser humano se torna passível de condenação, ele quer mais é criar uma legião de devassos violentos sob a proteção dos governos e com a eterna desculpa da “cultura”…
   Se o inimigo de nossas almas foi capaz de, através da história, fazer dos templos religiosos o maior foco de possessão demoníaca, você esperava que ele fosse livrar a cara das crianças?
   Mas, vamos nos voltar à questão principal, que é o batismo e que foi muito bem abordado por Calvin Gardner no site “palavra prudente”, sugiro a atenta leitura do texto ao qual tenho apenas alguns destaques e pequenas observações a acrescentar:
   1. “Batismo” (do grego baptisma), segundo o dicionário Vine (da CPAD!), consiste nos processos de imersão, submersão e emersão e em toda a Bíblia verificamos que não existe esse negócio de aspersão… só se fôssemos querer misturar ecologia e economia de recursos com fé, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra!
   2. Sendo pois o batismo uma ORDENANÇA, ou seja, um decreto que não deve ser deixado de lado por aqueles que têm consciência de seu significado e responsabilidade sobre tal decisão. Lembre-se do que falamos sobre o plano de satanás e responda: Criança tem consciência? Criança tem responsabilidade? Afinal, se formos olhar pelo aspecto bíblico em relação ao nosso tempo… o que é uma criança?
   Então, se a criança for verdadeiramente criança, não tem consciência e muito menos responsabilidade para se batizar. Vai fazê-lo em obediência e para satisfazer necessidades sociais de seus pais e, de certa forma, para não ficar “por baixo” dos coleguinhas já batizados e que podem tomar ceia.
   E se a criança não for mais criança, então deverá ser batizada… porém isso, além de uma certa desilusão (admitir a perda da inocência), acarreta em responsabilidades ainda maiores para os pais.
   3. A Igreja (Corpo de Cristo) não tem denominação, logo, ser batizado nesta ou naquela igreja (desde que BATIZADO) pode, na verdade, nem mesmo significar nada: ser batizado por um Malafaya ou uma Valadão da vida tem algum valor diante das tantas deturpações que propagam?
   O batismo válido então teria que ser feito conforme as regras da Bíblia e por um cristão comprovadamente autêntico… todos os que verdadeiramente desejam isso, aproveitem e corram para se batizar enquanto ainda existem alguns poucos pastores que não se deixaram seduzir por Mamon! Daqui a pouco isso vai acabar! Em breve “cristão genuíno” e “pastor” serão antônimos!
   Minha querida irmã E.P., analise os fatos, visite os links, verifique na Palavra se é mesmo assim da forma que digo, pois no meu entendimento o batismo não necessita de solenidade festiva e nem de muitas testemunhas, pois o Senhor Deus tudo vê e sabe de todas as coisas.
   Depois que me dei conta de que através do precioso sangue do Senhor Jesus Cristo fui investido da mesma autoridade (e, lógico, deveres) que têm os reis e sacerdotes (Apocalipse 1:5-6), não sei nem mesmo se preciso de alguém com um diploma de seminário para “oficiar” o evento…
   “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8-9)
   Parece que a idéia do aconselhamento acabou sendo bastante útil e até uma salutar discussão teve lugar nos comentários da última postagem! Notem bem que não aconselho de acordo com o que eu acho, mas sim baseado nos textos bíblicos.
   Na postagem anterior, por exemplo, MEU primeiro impulso seria o de mandar que ele saísse correndo daquela furada, mas porque EU deveria ser o parâmetro? Minhas experiências traumáticas e assustadores em relação às instituições eclesiásticas podem ter ocorrido pela vontade soberana do Senhor Deus para minha vida, ou seja, uma experiência subjetiva e dentro da multiforme graça da Deus… não posso, apenas por mim mesmo, querer ensinar um “caminho certo”!
   Dessa forma, não posso privar ninguém de carregar sua cruz e nem querer, por supostas (e inúteis) boas intenções, querer impedir que alguém “pule uma etapa” de sua jornada até a plenitude do amadurecimento espiritual.
   Mesmo sabendo que a apostasia tem endereço fixo em qualquer instituição ligada ao Terranova, não posso mandar que o jovem fuja de lá com medo e correndo… o que ele dirá? Que não tentou confrontá-los com base na Verdade? Que teve medo e preferiu seguir os conselhos de um anônimo da internet?
   Não penso assim e creio ser muito melhor que ele exorte tais pessoas biblicamente e possa testemunhar a resistência daqueles que se dizem servos do Senhor Deus, mas já abandonaram Sua Verdade há muito tempo. Que passe angústia e até mesmo venha a ser execrado publicamente… mas que através de tudo isso venha a fortalecer a plena certeza de tudo aquilo que crê e é a Palavra de Deus!
   Eventualmente, mais cedo ou mais tarde, se o Espírito Santo habita verdadeiramente neste jovem, terá de haver a separação: não há concordância entre Cristo e Belial, não há comunhão entre luz e trevas! Ou se é preto, ou se é branco perante Deus, porque os cinzas serão vomitados!
   Acho que já falei isso, mas vou repetir: não escrevo aqui com a intenção de criar pessoas que dependam de mim para prosseguir em sua vida cristã, mas, pelo contrário, me esforço em preparar cristãos genuínos, independentes e capazes de pensar e agir, diante da Bíblia, por si próprios!
   Que o Senhor Deus nos dê a sabedoria necessária para sermos verdadeiramente fiéis a seus mandamentos e ordenanças.

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