24 de set de 2009

Despropósito Incomensurável

jajah
Antes de ler esta postagem saiba que: não fui eu quem gravou, não fui eu quem falou, não fui eu quem autorizou, não fui eu quem editou, não fui eu quem colocou no youtube… assim como meus amados irmãos, fui assaltado pelo vídeo a seguir e fiquei completamente estupefato e indignado.
Decidi apresentá-lo apenas porque ele testifica exatamente o que afirmei no podcast: é muito bonito ver igrejas auxiliando e instruindo seus membros… mas o que tem a ver a Igreja com o questionabilíssimo vídeo a seguir?
Repito: fui surpreendido por tal incongruência e NÃO RECOMENDO este vídeo aos irmãos mais sensíveis pelo uso de termos completamente incompatíveis não apenas com a vida cristã, mas ainda mais estapafúrdios se (em nome da “educação”) são aplicados em um local onde, supostamente, se reuniriam os cristãos para prestar o culto racional ao Senhor Deus.
Continue lendo apenas no caso de considerar-se um cristão amadurecido, pois há palavras bastante impróprias… mas é algo que aconteceu DENTRO DE UMA IGREJA!!

22 de set de 2009

PODCASTeóphilo 02

   Há quem prefira ouvir, há quem prefira ler… aqui vai uma boa dose de palavras audíveis:

Oração pela Paz reúne religiões

O Grupo de Diálogo Interreligioso (GDI) realizou ontem, às 20 horas, no Auditório Dona Guilhermina, a sexta edição da Noite de Oração pela Paz. O evento reforça a importância do convívio pacífico entre as diversas religiões. “Acreditamos no poder da oração e continuaremos orando pela paz. Vamos unir esforços em torno desse ideal, que é conquistado por meio da família e da religião”, diz o coordenador do GDI, Irivaldo Joaquim de Souza. Para a Igreja Católica, a Oração pela Paz mostra que há amor e respeito entre todos. “Há um respeito mútuo”, afirma o arcebispo, dom Anuar Battisti. Os espíritas destacam que as orações promovem o pensamento positivo. “Dessa forma, elas ficam mais tranquilas e deixam a violência para depois”, avalia Lannes Boljevac Csucsuly, representante da religião no GDI. Os budistas veem com otimismo a possibilidade de o evento servir de modelo para outras cidades. Os metodistas destacam o empenho do GDI em promover paz, justiça, respeito e entendimento entre as diversas religiões. Para os islâmicos, é preciso buscar o convívio pacífico entre os povos e a Noite de Oração pela Paz tem este objetivo. 22/09/09

15 de set de 2009

Sob o título "Noites de luta e reggae enchem as igrejas brasileiras", a reportagem descreve o recente crescimento das Igrejas Evangélicas no Brasil e a evasão de fiéis da Igreja Católica. "(A igreja) Renascer em Cristo está entre o crescente número de igrejas evangélicas no Brasil que estão encontrando formas de se conectar com os jovens para aumentar seu rebanho de fiéis. De noites de luta a reggae, vídeo games e tatuadores no local, suas igrejas vêm ajudando a tornar o movimento evangélico o movimento espiritual que mais cresce no Brasil", diz a reportagem. Igrejas evangélicas cristãs estão atraindo os brasileiros para longe do catolicismo romano, a religião dominante no Brasil. Em 1950, 94% dos brasileiros diziam ser católicos, mas este número caiu para 74% até o ano 2000. Ao mesmo tempo, a porcentagem dos que se descrevem como evangélicos aumentou em cinco vezes no mesmo período, chegando a 15% no ano 2000. Segundo um pastor da Igreja Renascer, o movimento evangélico pode preencher um vazio para os jovens que buscam a salvação. Mas o NYT também comenta a controvérsia em torno da igreja, cujos fundadores, Estevam e Sonia Hernandes são acusados de fraude, roubo, evasão de impostos e lavagem de dinheiro no Brasil. "A Renascer tenta contratar pastores jovens que possam se relacionar melhor com membros adolescentes", diz o jornal. "Na noite de luta (competições de jiu-jitsu, segundo o jornal), dezenas de adolescentes e jovens adultos compareceram à igreja. No salão da frente, carrocinhas vendiam cachorro quente e pizza, e jovens faziam fila para adquirir tatuagens de temas religiosos como 'eu pertenço a Jesus'." A reportagem descreve ainda o estado de transe em que muitos fieis parecem entrar durante os cultos, e descreve o recolhimento do dízimo pelas igrejas. O movimento evangélico atrai jovens de todas as classes no Brasil, afirma o New York Times, citando a igreja Bola de Neve, formada por surfistas. A igreja, fundada em 1999 no Rio de Janeiro, afirma ter hoje mais de 100 assembleias, a maior parte no Brasil. Segundo o fundador, música e esporte "superam todos os tipos de barreiras". último segundo | 05/09/09
Desde que estourou, em 1994, com o “Rap do solitário”, MC Marcinho esteve sempre nas paradas de sucesso. Nos bailes funk, em casamentos e até em festas de bacana. Uma realidade que deve acabar daqui a algum tempo. Marcinho decidiu que vai largar o funk para seguir a carreira de cantor evangélico. - Sou muito grato a Deus por estar vivo. Ele tem feito muito por mim. Não tenho uma data marcada, mas sei que alguma hora recebo o sinal e vou me dedicar à carreira evangélica. Dois grandes sustos levaram Marcinho a se aproximar da igreja. Em 2006, ele sofreu um grave acidente na Via Dutra e teve que passar por várias cirurgias na perna esquerda. No mesmo ano, outro susto: bandidos dispararam contra o carro do funkeiro numa tentativa de assalto. Por sorte, nem ele nem sua família foram atingidos. Depois desses episódios, o MC começou a ver a vida com outros olhos e enxergou na religião um bom caminho. A mãe dele é missionária e a filhinha de 9 anos já canta na igreja. Hoje, nos bailes, ele interrompe o pancadão para fazer um louvor a Deus. Marcinho acredita que sua recuperação veio através da fé. Três anos depois do acidente, ele ainda faz fisioterapia para fortalecer a musculatura da perna. O maior desejo do MC é voltar a jogar sua peladinha de fim de semana. - É disso que eu sinto mais falta. E eu jogo bem, hein! – tira onda o funkeiro flamenguista, que atua no meio-campo. Gnotícias | 14/09/09 _____________________ Será !? Vou esperar pra vê.

10 de set de 2009

É isso mesmo! O título da matéria não está errado, e de acordo com a autarquia federal “Ordem dos Músicos do Brasil” (OMB), quem não possuir uma “carteirinha” de músico pela ordem terá que pagar uma multa, isso incluí bandas que se apresentam em shows, cantores e até levitas, então você que está inserido no louvor de sua igreja local se não possuir a “carterinha” será multado, quer dizer, você não, mas a igreja na qual você pertence sim! Este absurdo é graças a enferrujada Lei 3.857, de 22 de dezembro de 1960, que regula a atividade de músico, exigindo que só pode exercer a profissão quem estiver registrado na OMB. Até ai tudo bem, o problema é que este registro custa R$215,00 e após o seu ingresso na entidade o músico terá que pagar uma taxa anual de R$100,00, para manter a “carterinha”. Outro detalhe de relevância é a criação da Delegacia Musical Cristã, que foi inaugurada em março de 2009, e tem como objetivo fiscalizar as igrejas para enquadrar quem não apresentar está licença, serviço que já ocorreu na sede da Bola de Neve Church em São Paulo, onde a igreja foi multada pelos seus músicos não possuírem o documento da OMB. A igreja através de seus advogados foi obrigada a entrar com um mandado de segurança para evitar o pagamento desta multa. A liminar foi deferida, suspendendo o auto de infração e impedindo, até o julgamento do mérito, que a autarquia tome qualquer atitude coercitiva em face da igreja e músicos que tocam em seus cultos. “A petição teve vários embasamentos legais, como a liberdade constitucional de culto e a voluntariedade dos músicos da igreja, entre outros”, informou a advogada Taís Piccinini, responsável pela ação em entrevista para a matéria também sobre este mesmo assunto no portal Cristianismo Hoje. “O que acontece na igreja não é e nunca foi um show, mas culto a Deus, onde o amor e dedicação são os únicos incentivos para o trabalho no templo.” declara. Uma esperança contra está autarquia, é a PL 223/09 do nobre Deputado Giannazi (PSOL), que pretende garantir o livre exercício da atividade de músico. NotíciasGospelMais | 09/09/09

8 de set de 2009

Lançamento do livro Crimes Satânicos

No dia 08 de setembro de 2009 a Editora Naós estará lançando o livro Crimes Satânicos - Eles mataram em nome do diabo. O livro além de denunciar o rapto organizado de pessoas com objetivo serem sacrificadas em rituais de magia negra dentro e fora do Brasil, apresenta casos que vêm acontecendo em todo o mundo. Os crimes descritos nesse livro são de extrema violência e demonstram a urgencia em serem expostos para que a sociedade se mobilize contra essas práticas ocultas em nosso mundo. O livro também fala da relação entre Serial Killers e cultos satânicos; cita casos famosos como Charles Manson, Richard Ramirez, David Berkowitz, Henry Lee Lucas, Ottis Tole, Condessa Bathory, Richard Ramirez, entre outros. Entrevista com Léo Montenegro concedida á Gabi do Portal Momento Literário 1 - Quando você começou a investigação e qual foi a principal motivação que o levou a escrever o livro? R: Tive acesso as fotos da cena do crime de um ritual satânico envolvendo a morte de criança de cerca de 2 ou 3 anos de idade. Ela foi sacrificada pela própria mãe em uma ritual de magia negra e teve seu coração arrancado e em seguida foi decapitada. Isso me motivou á denunciar esses crimes que estão acontecendo em todo o mundo. Não fazemos idéia do quanto isso é real, pois, a mídia não noticía esses crimes por duas razões: 1- Esses crimes possuem requintes de crueldade extrema á ponto de deixar muitas pessoas em estado de choque. 2- O envolvimento de pessoas influentes da sociedade que estão envolvidas no rapto e morte dessas pessoas. "Crimes Satânicos" é em primeiro lugar uma denúncia. 2 - Durante as investigações o que mais lhe chamou atenção dentro do assunto? R: Foram dois anos para concluir o livro Crimes Satânicos e o que mais me assustou foi a multiplicação de casos nesse período. Conforme eu ia escrevendo surgiam novos casos no Brasil e no mundo. O que me espantou foi que na maioria desses casos haviam jovens envolvidos e muitos deles foram criados em um berço cristão mas que com o tempo acabaram se envolvendo com o satanismo. Mas o que mais me chocou foram os vídeos Snuffs, antes de ver isso eu nunca tinha visto uma pessoa morrer e isso me abalou de tal forma que por vários dias eu não consegui dormir á noite, pois fechava os olhos e lá estavam as cenas. Foram os piores dias da minha vida. Sinceramente, eu ainda não sei o quanto isso me afetou. 3 - No livro você fala sobre aliciamento de pessoas para cultos satânicos, de que forma se dá a divulgação dessa religião e como as pessoas são alcançadas por satanistas? R: O satanismo tem se multiplicado em todo o mundo e esse crescimento se deve principalmente á liberdade que o satanismo conquistou no mundo todo. A internet se tornou sua principal ferramenta de aliciamento. Ela tem alcançado jovens e adultos que pensam ter encontrado no satanismo uma forma de expressar seu ódio contra a família, a igreja e o mundo. A Bíblia Satânica pode ser baixada gratuitamente em milhares de sites no Brasil e no mundo todo e toda essa facilitação somada á curiosidade acaba por contribuir com o crescimento do satanismo no mundo todo. Encontrei até mesmo sites e foruns na internet dedicados á auxiliar jovens cristãos convertidos ao satanismno, dando dicas de como esconder sua nova crença e até mesmo dando instruções de como agir na hora de contar á familia que era um adorador de satan. Muitos dos jovens que comentaram sobre esse tópico eram evangélicos e até filhos de pastores. 4 - Rituais dessa natureza são altamente secretos, como você conseguiu as informações que precisava para o livro? R: Me infiltrei em muitos fóruns e comunidades relacionadas ao satanismo e tive acesso á muita informação e notícias. Conversei com ex adeptos do satanismo e assisti documentários e artigos sobre o assunto. Porém, através de casos que estão vindo á tona puder somar muitas informações que acabaram sendo importantes para o livro. Minha principal motivação não era atacar uma religião ou crença e sim denunciar os crimes promovidos por alguns cultos satânicos ou com motivação satânica. 5 - Qual a ligação entre a pedofilia e o satanismo? R: Essa relação existe á muito tempo. Hoje no Brasil temos esse assunto em evidencia graças ao trabalho da CPI da Pedofilia, porém as redes organizadas de pedofilia são muito mais antigas. Nos anos 80 o culto satânico Templo de Set já estava sendo investigado por abusos sexuais de crianças e mesmo com tantas provas colhidas na época, ninguém foi preso. No livro Crimes Satânicos tenho falado sobre essa relação entre satanismo e pedofilia isso devido á facilidade que alguns cultos satânicos tem de raptar crianças, aliada a grande demanda da pedofilia no mundo todo. Alguns cultos raptam as crianças para a produção de vídeos snuff. Algumas dessas crianças são abusadas, torturadas e mortas das piores formas possíveis, tendo tudo isso gravado em vídeo que é em seguida vendido para redes organizadas de pedofilia. Muitas dessas redes são organizadas por cultos satânicos, ou, satanistas que tem como missão abastecer o mercado com esses vídeos snuffs. Estima-se que a pedofilia arrecada anualmente cerca de 5 bilhões de dólares por ano, tendo usado a internet como forma de espalhar esse mal pelo mundo. 6 - O que são os vídeos snuffs, de que forma estão ligados ao satanismo? R: Vídeos snuffs são vídeos com mortes e assassinatos reais que são filmados ou produzidos com o objetivo de serem comercializados. Quando comecei a pesquisar os cultos satânicos e rituais satânicos encontrei informações que relacionavam os vídeos Snuffs aos cultos satânicos. Desde á Mão da Morte nos anos 70 á 80, os assassinatos em Ciudad Juarez, até casos nos dias atuais apresentavam essa relação. Na internet existem milhares de vídeos de mortes e assassinatos reais, porém só são considerados vídeos Snuffs os vídeos que foram produzidos ou filmados com o objetivo de comercialização. Muitos falsos vídeos snuff tem surgido, tanto que quando comecei a escrever sobre os eles, eram considerados uma lenda. Mas, essa idéia caiu por terra quando eu assisti um vídeo snuff real. No livro Crimes Satânicos eu conto em detalhes a história e descrevo dois desses vídeos reais. Inclusive nesse livro eu busquei apresentar a existência desses vídeos e somente descrevi os reais que assisti isso com o objetivo de mostrar que vídeos snuff não são lendas, pois como reuni muita informação e inclusive um testemunho de uma pessoa de total confiança que viu um vídeo snuff em São Paulo, irei falar mais sobre o assunto em breve. 7 - Muitas das pessoas envolvidas em rituais satânicos saem impunes quando presas ou postas sobre investigação. Esse é o caso de Valentina de Andrade, que continua livre até os dias de hoje e é tratada em seu livro como responsável pela morte de muitas crianças, tanto no Brasil como na Argentina. Por que as investigações dos desaparecimentos de pessoas vítimas desses rituais dificilmente são levadas a sério ou conseguem ter um desfecho justo? R: Creio que o motivo principal disso seja o envolvimento de “peixes grandes” do cenário político, policial e da infiltração de membros desses cultos no poder público. Um pais como o Brasil é o sonho de todo assassino e pedófilo. Um país onde a justiça tem seu preço e a impunidade é garantida mediante grandes somas de dinheiro, torna-se o paraíso para pessoas como Valentina de Andrade e outros criminosos que vivem do rapto e assassinato de crianças e jovens. Eu gostaria de estar errado, mas para isso alguém teria que me responder a seguinte pergunta: Onde estão as milhares de crianças que somem todo o ano no Brasil? 8 - A ligação entre seriais killers e cultos satânicos é freqüente? R: Muitos deles como Richard Ramirez são adoradores do diabo e pensam estar a serviços de satan ao cometerem seus crimes. Outros como Henry Lee Lucas faziam parte de cultos satânicos. Cultos como Matamoros acabam sacrificando pessoas ao diabo como forma de conseguir proteção de demônios para não serem presos ou prosperar nos negócios. Mudam as motivações, mas o envolvimento de muitos deles com o satanismo é bastante freqüente. 9 - Fale sobre um dos assassinos citados no livro que está envolvido com práticas de magia negra. R: Vou falar sobre Ottis Tole, conhecido serial killer americano. Ottis Tole foi iniciado no satanismo por sua avó que o levava junto com ela ao cemitério para fazer rituais satânicos onde entre outras coisas ela comia cadáveres e as vezes levava pedaços deles para rituais. Ottis era chamado por sua avó de A Criança Demônio. Anos mais tarde Ottis começou a matar principalmente crianças que logo após serem violentadas eram canabalizadas por ele. Ele trabalhou para um culto satânico chamado A Mão da Morte; seu trabalho era raptar crianças e jovens para rituais satânicos e para a filmagem de vídeos snuff. Ottis matou centenas de pessoas. O livro "Crimes Satânicos" traz uma entrevista com ele, onde conta tudo, inclusive como eram os rituais. Essa parte do livro não deve ser lida por pessoas sensíveis ou cardíacas, bem, creio que todo o livro é desaconselhável para algumas pessoas. No início eu tive medo de chocar as pessoas, mas descobri da pior maneira que é impossível tratar desse assunto sem causar comoção nas pessoas ou até mesmo não gerar polêmica. 10 - O livro Crimes Satânicos gerou uma grande expectativa por conta das denúncias apresentadas e por trazer á tona os crimes envolvendo o satanismo. A editora Naós que está lançando seu livro sentiu algum receio em lançá-lo? R: Não, de forma alguma. A Editora Naós se mostrou bastante preparada para lançar o livro. A Naós é uma editora que tem um grande compromisso com a verdade e acabou encontrando em Crimes Satânicos um material que busca alertar a sociedade e o povo cristão sobre esse tema que para muitos é um mistério. 11 - Em algum momento enquanto você estava escrevendo Crimes Satânicos, você sentiu medo de sofrer represálias? R: Sim, recebi um email com ameaças de pessoas ligadas á um dos portais que promoviam o satanismo e que mostrava um ritual satânico. Falo disso no livro. Pensei em parar de escrever por várias vezes, mas o motivo foi a luta espiritual que é falar sobre esse assunto. Muitas pessoas estavam orando por mim e isso me ajudou bastante. A leitura da Bíblia foi algo que me motivou bastante e me fez ver que realmente estamos em uma luta espiritual. Deus me deu forças e me capacitou a terminar esse trabalho. Para mais informações acesse: www.editoranaos.com.br Fone: (11) 3992-8016 Email: contato@editoranaos.com.br OVERMUNDO | 07/09/09

6 de set de 2009

RIC: Sua Nova Carteira de Identidade

    Até 2017 o Governo Federal espera que 150 milhões de pessoas tenham sido recadastrados no RIC, projeto que contempla ainda um documento único e com chip para todos os brasileiros.
   O uso de chips para identificação já é bastante comum em cartões de bancos, pois além da praticidade eles também conferem mais segurança às transações bancárias. Essa realidade dos chips parece finalmente ter chegado à identificação civil.
   O Governo Federal coloca em prática neste ano de 2009 o RIC – Registro Único de Identificação Civil, um projeto que prestará um registro único para todos os cidadãos brasileiros. Este número ficará registrado em uma central de informações, e será utilizado sempre que for necessário criar um novo documento.
   Além disso, o projeto contempla ainda um documento único, a “nova carteira de identidade”, no qual estarão presentes o número do seu RIC, bem como de todos seus outros documentos. O documento será semelhante a um cartão de crédito, contando ainda com um chip com diversas informações a seu respeito, como altura, impressões digitais, etc.
O Sistema RIC
   Este novo documento, instituído pela Lei 9.454 de 7 de abril de 1997, foi criado para facilitar a vida do cidadão brasileiro. Com ele você será cadastrado em uma central nacional de informações, com todas as suas informações datiloscópicas, fotografia 3x4, números de documentos (RG, CPF, título de eleitor, PIS/PASEP, carteira de trabalho e carteira nacional de habilitação) e também dados como altura e cor dos olhos.
   O RIC só foi viabilizado através de um investimento de 35 milhões de dólares feito pelo Governo Federal em 2004, na aquisição do Sistema Automatizado de Identificação de Impressões Digitais (o AFIS, do inglês Automated Fingerprint Identification System). Este sistema foi repassado ao Ministério da Justiça, que é o responsável pela identificação dos cidadãos. Este Ministério planeja que até 2017, 150 milhões de brasileiros façam parte do RIC.
O Que Muda?
   Um registro único confere mais praticidade na confecção de novos documentos e na identificação dos cidadãos. Com ele, você poderá retirar uma nova via de qualquer documento em qualquer estado da Federação, com a garantia de manter os mesmos dados e também o mesmo número de documento.
   Através do número do seu Registro de Identificação Civil, dados e informações referentes a todos os seus documentos podem ser acessados rapidamente, o que também deve agilizar o processo de disponibilização de novos documentos. Ou seja, ao invés de ter que informar seu número de CPF, RG, título de eleitor e tantos outros documentos que existem, apenas uma única seqüência numérica dará conta de tudo que é preciso saber acerca de sua identidade civil.
Um Novo Documento?
   Também faz parte do projeto RIC a implantação de um documento único (e não somente um registro único). Isso significa que não será mais preciso carregar uma série de documentos para cima e para baixo, mas sim apenas um deles: o RIC, um cartão de policarbonato de alta resistência, semelhante aos de bancos, com um chip contendo informações civis (número de documentos) e de seu biótipo (cor de olhos, altura, impressões digitais, etc.).
   Para retirar o seu RIC serão coletadas suas impressões digitais através de um escâner (não será mais preciso sujar os dedos!), fotografia, assinatura, além dos dados do biótipo citados acima. No cadastro constarão os números de todos os documentos que você possui e todas estas informações estarão dentro do chip presente no novo documento.
   Seus antigos documentos de papel ou plástico ainda continuarão a valer normalmente, mesmo após a retirada do Registro Único de Identificação Civil, até porque a retirada do novo documento é facultativa, segundo a Polícia Federal. Ou seja, o novo cadastramento será realizado com todos os brasileiros, mas o novo documento só terão aqueles que desejarem.
Mais Segurança Contra Falsificações
    Quando se fala em aparatos tecnológicos a serviço da cidadania, principalmente quando se trata de identificação, talvez a primeira coisa que venha na cabeça de muito seja a segurança. Durante a leitura deste texto você deve ter se perguntado: “mas se tudo ficará guardado em um chip, e se ele for violado, falsificado, copiado?”. Pois segundo o Ministério da Justiça, o chip vem para justamente evitar as fraudes.
   Além da segurança presente neste dispositivo, o documento único será confeccionado sob medidas de segurança avançadas, em um documento de seis camadas, com impressão com tintas especiais sobre fundos complexos, além de o cartão contar com marcas d’água, o que tornaria a falsificação algo extremamente difícil, praticamente impossível.
E O Que Ganho Com Tudo Isso?
   Vamos destacar alguns pontos positivos desta nova carteira de identidade. Talvez a primeira e principal delas seja a praticidade conferida por um registro único, que nos livrará de ter que informar várias seqüências de números toda vez em que um cadastro for realizado, ou então tirar várias cópias de vários documentos diferentes para motivo semelhante. Depois do RIC, apenas um documento, uma seqüência numérica será o suficiente.
   Outro ponto interessante é a praticidade para retirar novas vias. Se você mora fora de seu estado de origem e já precisou retirar novas vias de seus documentos, já sentiu na pele esta burocracia para conseguir alguns deles, como RG e título de eleitor. Com o RIC, por meio do número, será possível fazer isso em qualquer estado brasileiro sem maiores dificuldades.
   A segurança também é ponto-chave deste novo projeto. Com a novidade, ficará ainda mais difícil falsificar documentos, pois um chip presente no cartão garantirá a autenticidade das informações ali prestadas. Além disso, no verso do cartão estarão presentes uma série de códigos e também uma pequena reprodução da foto do cidadão, mais dois obstáculos contra falsificadores.
   Por fim, a impressão a laser em um cartão de policarbonato preparado especialmente para isso evitará que o cartão se desgaste ou se quebre com facilidade. Este tipo de impressão não é removido com produtos químicos, e além de ajudar a proteger contra fraudes, garante ainda a durabilidade e a legibilidade do documento. É o Brasil um passo adiante de outras nações quando o assunto é identificação civil.