7 de jul de 2009

O TEXTO ABAIXO FOI ESCRITO SOB PERSPECTIVA ESTRITAMENTE BÍBLICA,
PARA O PÚBLICO QUE TEM NA BÍBLIA SUA REGRA DE FÉ E VIDA.

QUAISQUER OUTRAS OBRAS OU CITAÇÕES SERÃO APENAS CONSIDERADAS COMO "OBJETO A SER ANALISADO".
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EM QUAISQUER OUTRAS CONDIÇÕES: LEIA OBSERVAÇÕES NOS COMENTÁRIOS.
    Tudo o que existe neste mundo material criado pelo Senhor Deus é finito. Se pontes (construídas com aço e metal) caem por ter chegado a um chamado “ponto de fadiga” do material, porque o ser humano, bem mais frágil, seria capaz de resistir infinitamente a condições extremas? De forma alguma isso ocorre: se uma situação anormal perdura por um tempo maior do que o suportável, o organismo ou falha… ou se adapta.
   Se formos pesquisar, sem dúvida encontraremos muitos exemplos de adaptação e / ou falhas causadas por causa de condições adversas e / ou extremas, porém este tipo de episódio NUNCA DEVERIA OCORRER na relação entre o cristão e o Senhor Deus, mas em algum ponto da história foi semeada a mentalidade de “culto constante” ou “culto ininterrupto” e isso veio a causar um prejuízo irreparável na relação entre os crentes e o culto.
   Vejam o exemplo daqueles que praticam artes marciais e, após tanto treinar e lutar, acabam criando calos nas partes de maior contato (pele e até osso!): o organismo arruma um jeito de se defender, de tornar as partes expostas menos sensíveis à dor.
   Temos também o caso daqueles que lidam com lixo e dejetos, cujo olfato se “dessensibiliza” para poder suportar o cheiro nauseabundo dos locais onde necessitam trabalhar.
   E os professores? Esses, de tanto falar, acabam criando até mesmo calos nas cordas vocais e correm o risco de ter suas carreiras interrompidas.
   E quantas vezes ouvimos sobre aqueles que decidem escalar altos montes? Mesmo sendo atletas especializados e contando com equipamento de suporte, acabam morrendo durante a tentativa!
   Conforme verificamos anteriormente em Romanos 12:1-2 o culto DEVE SER UM SACRIFÍCIO, ou seja, um momento onde devemos deixar de satisfazer nossas concupiscências e nos dedicar integral, racional e biblicamente ao serviço de glorificar ao Senhor Deus.
   Observemos o exemplo dos sacerdotes do Antigo Testamento:
   “Ora, estando estas coisas assim preparadas, a todo o tempo entravam os sacerdotes no primeiro tabernáculo, cumprindo os serviços; Mas, no segundo, só o sumo sacerdote, uma vez no ano, não sem sangue, que oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo” (Hebreus 9:6-7)
   A despeito dos sinos citados em Êxodo 28:34-35, não achei referência bíblica alguma que comprove a famosa história da “corda amarrada na canela” para puxar os defuntos dos impuros que tivessem ousado adentrar diante da presença do Senhor, mas é importante notar que tal acesso é um “tipo” do culto que nos foi permitido realizar apenas através do sacrifício realizado pelo Senhor Jesus Cristo: o fato do acesso ter sido “facilitado” não implica de forma alguma em perda de relevância ou banalização de tal momento extremamente sagrado.
   Então o detalhe que pretendo destacar através dessa passagem é a diferença entre a convivência e o culto que, apesar de ocorrerem em ambientes anexos, tinham características completamente diversas.
   Recebi um ótimo comentário de onde vou extrair um fragmento para análise:
   Creio que esse termo "o culto é nossa vida" ou "nossa vida é o culto", refira-se ao fato de que um cristão não deve viver duas vidas: Uma "secular", que é quando trabalha, se diverte, come etc, e uma "sagrada", que é quando vai para a reunião da igreja.
   Um cristão tem uma nova vida em Cristo, e toda a sua vida é em louvor e adoração a Deus, e em todos os atos ele presta um culto à Deus, pois está sempre buscando o Reino de Deus.
   … é uma excelente idéia, mas vejamos algumas passagens bíblicas que versam sobre a vida cotidiana cristã:
   “E aquele dinheiro DARÁS POR TUDO O QUE DESEJA A TUA ALMA, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o Senhor teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa;” (Deuteronômio 14:26)
   “Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem; Isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; PORQUE ENTÃO VOS SERIA NECESSÁRIO SAIR DO MUNDO. Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.” (1 Coríntios 5:9-11)
   “E os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa. E bem quisera eu que estivésseis sem cuidado. O solteiro cuida das coisas do Senhor, em como há de agradar ao Senhor; Mas o que é casado CUIDA DAS COISAS DO MUNDO, em como há de agradar à mulher. Há diferença entre a mulher casada e a virgem. A solteira cuida das coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito; porém, a casada CUIDA DAS COISAS DO MUNDO, em como há de agradar ao marido” (1 Coríntios 7:31-34)
   Esse conceito de culto ininterrupto não encontra respaldo bíblico: ser cristão não significa, de forma alguma, se alienar deste mundo ou tornar-se uma espécie de autômato! A liberdade que o conhecimento da Verdade nos dá não é restritiva, pelo contrário: nos permite (através do temor ao Senhor) conhecer e conviver sem escândalo nos meios seculares e, no momento adequado, prestarmos o culto devido.
   Essa “onda” de que devemos apenas consumir toda uma gama de produtos “gospel”, a partir das músicas, começou mais ou menos nos anos 80 do século passado baseada no temor das “maldições”… ora, tudo isso só ocorreu porque (além dos óbvios interesses financeiros) as pessoas têm preguiça de colocar os miolos para funcionar e não querem se dar ao trabalho de discernir o que é certo do que é errado: preferem receber tudo já “mastigado” diretamente das mãos de seus “santificados” líderes…
   No final das contas essa negócio de “branding gospel” acaba sendo tão ou mais pernicioso que qualquer outro tipo de obsessão: cria idólatras místicos e supersticiosos que depositam sua fé em tudo… menos na Verdade do Senhor Deus! Conforme 2 Timóteo 3:5, têm aparência de piedade, mas negam a eficácia dela… destes, somos ordenados a nos afastar!
   Esse suposto “padrão elevado” na verdade acaba causando desgaste / estresse / fadiga pelo fato de aqueles que se esforçam para viver ininterruptamente uma relação tão intensa acabam se adaptando / calejando / banalizando um momento que, biblicamente falando, é especial em si próprio e NUNCA por nossa causa.
   Assim como um viciado em drogas precisa de doses cada vez maiores, esses que se não sabem diferenciar o sagrado do secular e se dizem “viciados em deus”, na verdade estão viciados em sentir a intensidade de suas próprias emoções e o volume cada vez mais alto de seus próprios instrumentos. Isso, DE FORMA ALGUMA, pode ser considerado parte do culto racional e sequer é fator indicativo da real presença do Senhor!
   Estou cansado de testemunhar:
  • Carros de som alardeando sobre algum culto: “venha receber seu milagre” ou “venha expulsar seus demônios” ou “venha solucionar seus problemas”…
  • Pessoas que vão assistir o culto ou porque “tal pregador é bom” ou “tal profeta é fogo puro” ou “tal cantor é abençoado”…
  • Pessoas que saem dizendo que o culto “foi bom” / “foi ruim” / “foi fraco” / “foi cheio do poder”
  • Pessoas capazes de avaliar o culto conforme seus próprios sentimentos: se saíram felizes ou tristes ou emocionadas ou envergonhadas ou curadas…
  • Cultos customizados: “da vitória”, “de libertação”, “dos jovens”, “das crianças”…
   Temos alguns exemplos acima do que, definitivamente, NÃO É e nem NUNCA FOI CULTO!
   Gente! O CULTO, PARA O CRISTÃO, É UM SÓ: AQUELE QUE É PRESTADO EM HONRA AO SENHOR DEUS MEDIANTE ÀS INSTRUÇÕES CLARAS E DIRETAS EXPRESSAS ATRAVÉS DA BÍBLIA!
   Tudo o mais que for diferente disso não pode e nem deve ser chamado de culto!
   Mas… que mal há em inovarmos e criarmos um novo tipo de culto mais atraente? Um culto onde as pessoas, membros ou visitantes, possam se sentir importantes e valorizadas?
   “Por amor do meu nome retardarei a minha ira, e por amor do meu louvor me refrearei para contigo, para que te não venha a cortar. Eis que já te purifiquei, mas não como a prata; escolhi-te na fornalha da aflição. Por amor de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome? E A MINHA GLÓRIA NÃO A DAREI A OUTREM.” (Isaías 48:9-11)
   É óbvio que eventualmente podemos nos emocionar ao sentir a presença do Senhor Deus, mas, em primeiro lugar: não sentí-la não significa que Ele não esteja ali. Em segundo lugar: Suas emoções não são parâmetro para avaliar nada em relação a Deus. Veja:
   “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” (Isaías 55:8-9)
   Quem somos nós para querermos modificar aquilo que o próprio Criador deste universo mandou deixar registrado como Sua própria Palavra e, ainda por cima, ratificou através de sua soberania e de sua imutabilidade?
   “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?” (Números 23:19)
   “Porque eu, o Senhor, NÃO MUDO; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.” (Malaquias 3:6)
   Aqui, no verso acima, apesar do contexto geral do capítulo ser aplicável apenas aos judeus, o Senhor Deus fala sobre Si próprio e, por isso, é referência válida e útil também a nós, gentios, para aprendermos sobre uma característica do Senhor.
   “Jesus Cristo É O MESMO, ONTEM, e HOJE, e ETERNAMENTE.” (Hebreus 13:8)
   “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem NÃO HÁ MUDANÇA NEM SOMBRA DE VARIAÇÃO.” (Tiago 1:17)
   Se o Senhor Deus não muda o que podemos esperar de Sua Palavra?
   “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre. Porque Toda a carne é como a erva, E toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; Mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.” (1 Pedro 1:23-25)
   Ora bolas… se a Palavra também não muda… o que aconteceu para que os cultos mudassem tão de repente? Será que há alguma intenção maligna por trás dessa confusão toda?
   Isso veremos na 3ª parte deste estudo.
   Que a graça e a paz do Senhor Jesus Cristo permaneçam com todos aqueles que, mesmo vivendo suas vidas, não se deixam seduzir por este mundo e, ao contrário, conseguem glorificá-lO mesmo através das dificuldades!

8 comentários:

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